segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012

Você chegou.


"When I look into your eyes
I know that its true,
God must have spent a little more time on you"


Enfim eu te encontrei. Depois das estradas desencontradas, dos atalhos errados, dos percursos solitários, eis você. Estás na minha frente, olhando em meus olhos e eu chego a acreditar que não é real. Miro o espelho e o que vejo é um sorriso escrachado, transbordando uma indescritível felicidade. E eu que já nem te esperava mais... Mas você veio, reconciliando os pontos soltos no meu interior, trazendo afeto aos litros, derramando-me em carinho e cuidado nunca antes vistos. Ah, você chegou. Como prece, elevo toda gratidão que me envolve como em um abraço. Era contigo que eu sonhava, hoje eu sei. No recôndito escondido do meu coração, guardando-me das descrenças, eu sabia que você viria. E você chegou... Que bom que eu te esperei...

Rafaelle Melo.

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

das surpresas





Surpresa! O laço desamarrou-se na sincronia de um ballet, enquanto meu queixo caía incontrolavelmente. Desatada fiquei e ouvi a porta das possibilidades se abrindo (!). Lentamente...

Reconciliemo-nos com o sonho.
Comecemos pedindo perdão por confundi-lo com a ilusão.

Rafaelle Melo.

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

Invasão de Paz.





A vida tem sido generosa, pensou enquanto suspirava mais uma vez. Estava atônita com a verdade de tudo que lhe transpassava, corr(o)endo por dentro em excessos que nem de longe eram-lhe prejudiciais. Sentia que agora podia ir, sem tantos receios na aprendizagem incessante, e melhor, sabia que não pararia mais. A benção é por vezes tão grande que é como se o céu abrisse por dentro, deixando luzes em cada célula, e ao fim do dia fica a certeza de que amanhã no tênue horizonte nascerá o mesmo sol. Rotina que não incomoda, acomodada está ela inteira, dentro de si. A invasão ocorre cada vez mais intensamente deixando rastro de paz. Paz. Enfim a antiga guerra havia cessado. Era como se as páginas que foram se sucedendo no livro a encaminhassem para o tão sonhado lugar: a paz. O ritmo dos dias é esse, compassivamente: paz, paz, paz. E tudo em volta serenava. Os sorrisos desamarelaram-se, as mãos desencolheram-se, os abraços multiplicaram-se. Era a solidão deixando o recado debaixo da soleira da porta: ‘Voltarei apenas quando de mim precisares’.


Rafaelle Melo.